Minha função era acompanhar embarcações,
Tudo o que eu fazia era relatar tradições,
Relatava a vida em terras inexploradas,
Em minha cabeça estavam todos os mapas.
O mundo gritava pelo meu nome,
E eu era um pobre inocente com fome.
Tinha fome de vencer o vazio em meu peito,
Vontade de ter sonhos quando em meu leito,
Queria me encaixar em alguma nova civilização,
Encontrar meu lar em meio a imensidão,
Queria espalhar a igualdade em minhas palavras,
Mas, elas apenas davam utilidade às inúmeras clavas,
Minhas palavras eram sentenças de morte,
Junto com elas, acabavam toda sorte,
Textos mal escritos que incentivavam o ódio,
Colocava raças para disputar um pódio.
Meus poemas sentenciavam povos à escravidão,
Minhas rimas diziam quem estava vivendo em vão.
E tudo que eu tentava fazer, era escrever,
Quando menos vi, estava na TV, dizia quem era ser.
Hoje, meus textos estão manchados de sangue,
Eternizam minha participação em uma gangue,
Me fazem ser parte de toda essa escória,
Sou membro eterno da história,
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Somos um ponto fixo no espaço tempo,
Separados, vivemos no tormento,
Juntos, nos livramos no Tártaro,
Separados, estivemos fardado, desde o parto.
Nossa punição é nos aturar,
Fazer no outro um lar.
Ou, continuaremos a nos perder,
Nunca seremos de fato um ser,
Viveremos para sempre sendo estrangeiros,
Se não nos prendermos,
Voltaremos a encarar carcereiros,
E aos poucos, nos perdermos.
As vezes, consigo viver com rimas sádicas,
Me contento com canções trágicas,
As torturas não afetam minha pele,
Até que o tempo me repele.
Me faz te encontrar novamente,
Coloca o futuro a nossa frente,
Me faz perceber todas essas cicatrizes,
Nos faz esquecer todas nossas crises.
O tempo se move por nós,
Torce para que fiquemos a sós,
Mas, não acreditamos em destino,
Por isso, nos separamos sino.
Separados, vivemos no tormento,
Juntos, nos livramos no Tártaro,
Separados, estivemos fardado, desde o parto.
Nossa punição é nos aturar,
Fazer no outro um lar.
Ou, continuaremos a nos perder,
Nunca seremos de fato um ser,
Viveremos para sempre sendo estrangeiros,
Se não nos prendermos,
Voltaremos a encarar carcereiros,
E aos poucos, nos perdermos.
As vezes, consigo viver com rimas sádicas,
Me contento com canções trágicas,
As torturas não afetam minha pele,
Até que o tempo me repele.
Me faz te encontrar novamente,
Coloca o futuro a nossa frente,
Me faz perceber todas essas cicatrizes,
Nos faz esquecer todas nossas crises.
O tempo se move por nós,
Torce para que fiquemos a sós,
Mas, não acreditamos em destino,
Por isso, nos separamos sino.
Durante o dia, abuso de sua companhia,
Durante a noite, escrevo os versos que você me trouxe,
Mas, nas madrugadas, meus sonhos pesam toneladas.
Sou obrigado a dormir com cada fardo.
A minha cama, por ti, clama.
O mundo me tortura, recusa oferecer a cura.
Exige sua presença, me põe em decadência.
Estou proibido de sonhar, só me resta lhe eternizar.
Te incorporar em versos, em poemas desconexos.
Durante a noite, escrevo os versos que você me trouxe,
Mas, nas madrugadas, meus sonhos pesam toneladas.
Sou obrigado a dormir com cada fardo.
A minha cama, por ti, clama.
O mundo me tortura, recusa oferecer a cura.
Exige sua presença, me põe em decadência.
Estou proibido de sonhar, só me resta lhe eternizar.
Te incorporar em versos, em poemas desconexos.
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Bom Dia, e no caso...
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente...
Espalhe minha mensagem pra sua gente,
Não deixem que esqueçam do meu show,
Lembre-os que cresceram vendo o que sou.
Que adaptaram suas rotinas para me ver,
Que necessitavam da presença do meu ser.
Lembre-os que o mundo girou a minha volta,
Que todos serviam apenas como minha escolta.
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente,
Lembre-se que eu fui o foco de sua lente,
Que sou o astro que permitiu o sucesso,
Que sem mim, a vida dos figurantes não teriam nexo,
Lembre-se que, sim, eu estava em uma prisão,
Mas, vocês giravam em torno do meu não.
Mesmo em suas grades, me tronei explorador,
Explorei seus sentimentos, me tornei a razão da dor.
Lembre-se que, mesmo chegando tarde, redescobri o mundo,
Que entrei na sua mente e implantei minha imagem lá no fundo.
Quando acordar e não meu ver, aproveite seu dia,
E veja que sem mim, sua vida é fria,
Agradeça por não termos as mesmas condições,
Pois, em seu mundo, eu receberia suas orações.
Bom dia, e caso não me veja novamente,
Agradeça pelo show que dei e, depois, siga em frente.
Good Morning, and in the case i don't see you again,
Well... Whithou my face, you have to acept the pain.
Espalhe minha mensagem pra sua gente,
Não deixem que esqueçam do meu show,
Lembre-os que cresceram vendo o que sou.
Que adaptaram suas rotinas para me ver,
Que necessitavam da presença do meu ser.
Lembre-os que o mundo girou a minha volta,
Que todos serviam apenas como minha escolta.
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente,
Lembre-se que eu fui o foco de sua lente,
Que sou o astro que permitiu o sucesso,
Que sem mim, a vida dos figurantes não teriam nexo,
Lembre-se que, sim, eu estava em uma prisão,
Mas, vocês giravam em torno do meu não.
Mesmo em suas grades, me tronei explorador,
Explorei seus sentimentos, me tornei a razão da dor.
Lembre-se que, mesmo chegando tarde, redescobri o mundo,
Que entrei na sua mente e implantei minha imagem lá no fundo.
Quando acordar e não meu ver, aproveite seu dia,
E veja que sem mim, sua vida é fria,
Agradeça por não termos as mesmas condições,
Pois, em seu mundo, eu receberia suas orações.
Bom dia, e caso não me veja novamente,
Agradeça pelo show que dei e, depois, siga em frente.
Good Morning, and in the case i don't see you again,
Well... Whithou my face, you have to acept the pain.
Bom Dia, e no caso...
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente...
Espalhe minha mensagem pra sua gente,
Não deixem que esqueçam do meu show,
Lembre-os que cresceram vendo o que sou.
Que adaptaram suas rotinas para me ver,
Que necessitavam da presença do meu ser.
Lembre-os que o mundo girou a minha volta,
Que todos serviam apenas como minha escolta.
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente,
Lembre-se que eu fui o foco de sua lente,
Que sou o astro que permitiu o sucesso,
Que sem mim, a vida dos figurantes não teriam nexo,
Lembre-se que, sim, eu estava em uma prisão,
Mas, vocês giravam em torno do meu não.
Mesmo em suas grades, me tronei explorador,
Explorei seus sentimentos, me tornei a razão da dor.
Lembre-se que, mesmo chegando tarde, redescobri o mundo,
Que entrei na sua mente e implantei minha imagem lá no fundo.
Quando acordar e não meu ver, aproveite seu dia,
E veja que sem mim, sua vida é fria,
Agradeça por não termos as mesmas condições,
Pois, em seu mundo, eu receberia suas orações.
Bom dia, e caso não me veja novamente,
Agradeça pelo show que dei e, depois, siga em frente.
Good Morning, and in the case i don't see you again,
Well... Whithou my face, you have to acept the pain.
Espalhe minha mensagem pra sua gente,
Não deixem que esqueçam do meu show,
Lembre-os que cresceram vendo o que sou.
Que adaptaram suas rotinas para me ver,
Que necessitavam da presença do meu ser.
Lembre-os que o mundo girou a minha volta,
Que todos serviam apenas como minha escolta.
Bom dia, e caso não nos vejamos novamente,
Lembre-se que eu fui o foco de sua lente,
Que sou o astro que permitiu o sucesso,
Que sem mim, a vida dos figurantes não teriam nexo,
Lembre-se que, sim, eu estava em uma prisão,
Mas, vocês giravam em torno do meu não.
Mesmo em suas grades, me tronei explorador,
Explorei seus sentimentos, me tornei a razão da dor.
Lembre-se que, mesmo chegando tarde, redescobri o mundo,
Que entrei na sua mente e implantei minha imagem lá no fundo.
Quando acordar e não meu ver, aproveite seu dia,
E veja que sem mim, sua vida é fria,
Agradeça por não termos as mesmas condições,
Pois, em seu mundo, eu receberia suas orações.
Bom dia, e caso não me veja novamente,
Agradeça pelo show que dei e, depois, siga em frente.
Good Morning, and in the case i don't see you again,
Well... Whithou my face, you have to acept the pain.
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
sereia
Talvez simplesmente o fruto proibido,
Ou talvez o futuro completamente nítido,
Talvez, as perfeitas curvas de um corpo,
Ou talvez desviei a vista de um mundo morto.
Talvez, nada eu tenha visto, seja tudo ilusão,
Um herege que também tenta multiplicar o pão.
Quando utilizo os números, tudo fica incerto,
A alquimia imediatamente transmuta o concreto,
O raciocínio lógico me leva ao mais grave erro,
Sentimento que existe e não existe quando escrevo.
Me perco quando vou decifrar esse código morse,
As próprias probabilidades levam a crer em sorte.
Nem mesmos as palavras podem ser compreendidas,
De repente a dislexia aparece e as tornas clinas,
Se tornam desafiadoras, como o mais sádico psicopata,
Mas, ao mesmo tempo, informais, assim como uma carta.
Enfim, quando estou perto de decifrar,
Um código binário simplesmente toma lugar.
Ou talvez o futuro completamente nítido,
Talvez, as perfeitas curvas de um corpo,
Ou talvez desviei a vista de um mundo morto.
Talvez, nada eu tenha visto, seja tudo ilusão,
Um herege que também tenta multiplicar o pão.
Quando utilizo os números, tudo fica incerto,
A alquimia imediatamente transmuta o concreto,
O raciocínio lógico me leva ao mais grave erro,
Sentimento que existe e não existe quando escrevo.
Me perco quando vou decifrar esse código morse,
As próprias probabilidades levam a crer em sorte.
Nem mesmos as palavras podem ser compreendidas,
De repente a dislexia aparece e as tornas clinas,
Se tornam desafiadoras, como o mais sádico psicopata,
Mas, ao mesmo tempo, informais, assim como uma carta.
Enfim, quando estou perto de decifrar,
Um código binário simplesmente toma lugar.
sábado, 6 de agosto de 2016
Crônicas de um antigo Deus. Parte 1
Nasci com sangue divino em minhas veias,
Totalmente indiferente às vidas alheias,
Mandava pragas aos que me ofendiam,
Fadava à burrice os que não me liam.
Eu era onipotente e intocável,
No inferno, meu ego se mostrou inflamável,
Não havia punição para meus atos,
Céu e inferno eram habitats natos.
Mas, eu conheci a Terra.
Vi o nascer de uma nova era.
Conheci um povo que me ensinou a rimar,
Que acolheu um deus arrogante em seu lar.
Lá fiquei sabendo que o Olimpo estava extinto,
Me contaram que o inferno sempre foi um mito.
Percebi que eu estava isolado,
No topo do mundo, vivendo igual retardado,
Esperando fé em uma crença morta,
No chão, sem saber que aquilo era a derrota.
Eu era apenas uma farsa,
Um ser sem nenhuma graça,
Mas, a Terra me acolheu.
Me ofereceu um novo eu.
Tive a oportunidade de existir novamente,
E pude, mais uma vez, ser um gigante.
No inferno, meu ego se mostrou inflamável,
Não havia punição para meus atos,
Céu e inferno eram habitats natos.
Mas, eu conheci a Terra.
Vi o nascer de uma nova era.
Conheci um povo que me ensinou a rimar,
Que acolheu um deus arrogante em seu lar.
Lá fiquei sabendo que o Olimpo estava extinto,
Me contaram que o inferno sempre foi um mito.
Percebi que eu estava isolado,
No topo do mundo, vivendo igual retardado,
Esperando fé em uma crença morta,
No chão, sem saber que aquilo era a derrota.
Eu era apenas uma farsa,
Um ser sem nenhuma graça,
Mas, a Terra me acolheu.
Me ofereceu um novo eu.
Tive a oportunidade de existir novamente,
E pude, mais uma vez, ser um gigante.
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