quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Caminhando, mas nunca só
Andando na poeira, limpando o pó
Que se acumulou em todo o passado
Que carregamos com nosso fardo,
Levando em nossas mochilas mundos
Explorando até os poços mais fundos

Carcereiros de corpos que aqui caíram,
Escolhidos para escutar os que ainda chiam
Os primeiros a acordar para um novo dia,
Aqueles que viveram enquanto a noite ainda era fria,
Sentiram o conforto de seus cobertores,
Mas ainda sim, saíram desafiando suas dores.

Guerreiros que viram parceiros caídos,
Mas ainda sim, se mantem vivos,
Fortes o suficiente para carregarem tantas almas,
Continuando na batalha mesmo sem suas armas.
Caminhando, mesmo que sem nenhum direção,
Mas, dando motivos para os que outrora morreriam em vão.
Ouço vozes pedindo por ajuda
Vozes que se abafarão na próxima chuva
Vozes que talvez nada queiram dizer
Vozes que talvez só queiram viver
Vozes que clamam por uma mão qualquer

Eu poderia partilhar de sua felicidade
Viver sempre na mesma cidade,
Mas, continuo a andar nessa rua
Onde recolho ideias em suas formas nuas.

Um dos únicos nessa mão única,
Assumindo que não tenho nenhuma verdade,
Enquanto muitos, encondem-a em suas túnicas
Mas, acabam queimados por um sol que não morre ao fim da tarde.

Na estrada ao lado tudo que restou fora uma trilha de corpos,
Cadáveres que morreram com o medo tampando seus rostos,
Ainda escuto seus gritos de dor,
Por isso, ao asfalto de minha via, planto uma flor,
Um indicativo de que nesse caminho,
Ninguém jamais morrera sozinho.




Erros e mais erros constroem meu futuro,
Buracos em meus projetos destroem o escuro,
Minha esperança existe apenas no dia que tudo isso fará sentido,
No dia que poderei escolher me sentir vivo.
Oportunidades parecem apenas atrapalhar,
Caminho me deixam mais longe do meu lugar,
Responsabilidades que assumo no meio dessa guerra,
Soluções que procuro para toda a minha terra,
Palavras que tento espalhar
Para todos os ouvidos que precisam escutar.

Mas, no fim, a chuva continua a cair,
No fim, nem todo o mundo pode me ouvir,
Meu povo sou obrigado a abandonar,
Já que minha busca nunca parará.
Mas, como todo o guerreiro,
Caminho procurando meu motivo para lutar.

Me lembro do dia que joguei minha fora,
O dia que tantos foram embora,
Me perguntei o motivo para continuar,
Pensei em fazer daquele meu lugar,
mas não consegui ignorar,
então, com um sorriso, passei a me enganar.
Hoje percebo que isso não terá fim,
Tantas cicatrizes já foram fincadas em mim,
Os detalhes modificaram meus planos,
A dor já não cabe mais de baixo dos panos.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Tudo o que fazemos é sacrificar nosso estilo de vida
De nossas ideias viramos genocidas
Nunca mantemos nossa opiniões
Até mesmo os mais sábios giram feito piões
Voltas e Voltas junto ao ciclo da Terra
A cada erro nos aprisionamos feito uma fera

Animais que se adaptam ao ambiente
Têm suas vidas normais no frio e no quente
Abandonam facilmente a perfeição
Em busca de a alimentar a fera que ameaça sair da prisão
Temos medo daquilo que criamos
Medo de tudo que vivenciamos

Ironicamente, sem essa prisão nossos corações não possuiam cor
Tudo que havia era um tom que seria preenchido com qualquer dor
Um branco esperando para pintado
O nada esperando para ser usado
Mas, jogamos tudo isso fora
Colocamos a fera no lugar de uma incrível flora

Hoje somos apenas isso
Pessoas que tiveram o sorriso contido
Hoje acostumam em encontrar o normal
Ficam felizes antes mesmo do final
Mantem a fera sempre calma
Alimentado-a com toda a fauna

Mas isso não importa
Ela esta feliz mesma fechada a portas
Em troca da segurança
Sacrificamos toda e qualquer mudança
Estamos felizes com o nosso alegre futuro
Mas ainda, estamos presos por um muro
O amanhã com certeza virá feliz
Mas o por-do-sol nos deixará vivo apenas por um triz.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Por medo de viver em vão
Sinto que devo buscar a perfeição
Sem querer depender de certa genialidade
Procuro fatos para viver em verdades
Jogo fora tudo que há de mais
Para tentar acreditar na paz

Cresci ouvindo cronicas sobre um mundo mau
Que o mundo era temperado apenas pelo o sal
Cresci ouvindo que só o esforço dará sucesso
Por isso, o meu talento em números meço
Ainda quando crianças contaram minhas asas
Desmentiram os contos de fadas
Tudo o que restara fora o vilão
Cronicas de um mundo que não será bom

Quando já sem forças
Lembro daqueles que criaram as próprias forcas
Os que desistiram de criar seu próprio conto
Se matando junto à aquele que já veio pronto
Mas eu já não vivo mais em suas estorias
Não acredito mais em suas vitorias

Criarei meu próprio conto
Nunca me esquecendo dos que caíram nesse confronto
Carregarei em minhas veias seus sonhos de liberdade
Então, finalmente mostrarei a vocês suas identidades
Para aqueles que não mataram sua fome
Darei-lhes pelo menos um nome
Para que mesmo que estejam em um conto
Tenham a oportunidade de colocar um ponto.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Procuramos por nossa liberdade
Sacrificamos nossa vontade
Deixamos de lado nossa humanidade
Para servir à sua sociedade

Sacrificamos do nosso tempo
Vivemos de acordo com o vento
Acreditamos cegamente em seus sonhos
Encaramos todos os sorrisos medonhos
Mas hoje, despertaremos dos mortos
Mostraremos nossos rostos

Vivemos tanto tempo na escuridão
Achando que um dia teriamos iluminação
Acreditávamos estar felizes
Para amenizar a dor em nossas crises

Mas hoje despertamos dos mortos,
Já podemos carregar os corpos
Daqueles que tiveram suas vindas invalidadas
Que nunca voltaram de suas jornadas.
Hoje gritamos por aqueles que morreram como esqueletos
Carregamos em nosso sangue os seus feitos

Muitos tiveram que morrer
Para aprendermos como viver
Mas hoje despertamos dos mortos
Transformaremos a dor em contos
E a nossa luta em cantos

Nos ergueremos por aqueles que não conseguiram se levantar
Caminharemos por aqueles que não acharam seu lugar
Carregaremos em nossas vidas o fardo da morte
Junto a todos os nossos cortes
Não viveremos mais por viver
Não viveremos mais para esquecer
Iremos viver apenas para ver
Pelos os olhos daquele que vieram a padecer.

sábado, 26 de outubro de 2013

Vamos simplesmente esperar
Até o fim começar
Anjos ou demônios virão nos salvar
E nos guiar de volta ao nosso lugar.

Já começamos a chorar
Pois passamos a nos lembrar
Do mundo que viemos a esquecer
E de tudo que deixamos de viver.

Mas, já não importa mais
Pois, agora é o fim.
O tudo de outrora agora tanto faz
Tudo pelo o que lutamos terminará assim

Tudo esta acabado
Nossas lutas foram resumidas a simples dados
Que decretaram o final
Que decidiram o que seria o mal.

Todas as nossas ficções
Agora se tornarão frações
De um realidade que ignoramos
Mas, que agora nos perseguirá aonde vamos
Nada disso mais importa
Pois, esse é o fim.

Alguns segundos de uma verdadeira liberdade,
Alguns segundos descobrindo uma verdade,
pois, agora que é o fim
Poderemos questionar o unanime sim


terça-feira, 9 de julho de 2013

Dizem que somos o futuro da nação
Mas é proibido termos opinião
Como se é possível ter um futuro
Sendo cercado por esse muro?
Muro imaginário que nos oprime
E parece continuar sempre firme.

Acabamos trancafiados em celas
Onde nos iluminamos a luz de velas
Conseguindo ver apenas o que é permitido
Nunca encontrando a saída desse labirinto
Presos sem nossos pensamentos
Apenas com nossos lamentos.

Vivendo sem querer um motivo
Esperando apenas o paraíso
Na tentativa de amenizar a frio do inverno
Fazemos de nossas vidas um inferno
Se aquecendo com o calor da crueldade
Se escondendo da fria realidade
Se iludindo para acreditar
Que no céu, tudo vai mudar.

Somos forçados a esquecer do passado
Para conseguirmos vivermos igual gado
Caminhando sempre com o mesmo destino
Esperando a ajuda de um ser divino
Confiando em algo que não podemos enxergar
Pois, assim fica mais fácil de acreditar.

Aos poucos vamos perdendo o caminho para verdade
Perdendo nossa pouca liberdade
Nos perdendo cada vez mais nessa escuridão
Pois, somos o futuro da nação.