quarta-feira, 7 de junho de 2017

Até há pouco o mundo era dos deuses,
Éramos refém de seus quereres,
Todos os dias buscávamos a melhor oração,
Lutávamos pelo melhor pedaço de pão.
Terminávamos os dias sem nada,
Tudo que tínhamos era um conto de fada.

Crônicas de um improvável herói,



domingo, 23 de abril de 2017

eeae meu bom

Me esquento pela última vez nesse sistema solar,
Pela última vez respiro nesse imenso pomar,
O espaço é um lugar sem cor,
Mas, em nossas terras já não nasce flor.

Até pouco tempo, esse era o paraíso,
Viver aqui era sinônimo de sorriso,
Mas, nós esgotamos todos os recursos,
O mundo sucumbiu a nossa vida de abusos.

Hoje a Terra nos expulsa,
Nos fez corpos avulsa,
Seremos lançados em rumo ao nada,
Esse será o fim do nosso conta de fada.

Por anos sobrevivemos com sorte,
Caminhávamos sem conhecer o norte,
Os números desejavam nosso sucesso,
Mas, hoje a natureza voltou a ter nexo,

Nosso mundo voltou a ser caótico,
Até mesmo o ar se tornou necrótico,
Já não podemos morar em nossas casas,
Infelizmente, em nós cresceram asas.

Logo, aceito o incerto como destino,
Abandono o meu título de menino,
Aceito essa viagem ao incerto,
E, como humano, volto a ser um feto.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Sinto o peso de cada ferida,
Sou guiado pela falta de saída,
Sofrendo de transtorno pós traumatico,
Agustiado com um passado trágico.

Desse campo de guerra, trazemos cicratrizes,
Estamos movidos por nossas crises,
Memórias de um lugar marcado pelo terror,
Em uma terra sem sol ou flor.

Mas, a cada sorrido, temos um fuutro,
Um pequeno e esperançoso sussurro,
Prolongamos nossa vida incerta,
Um novo sorriso se torna nossa meta.

Juntos, conhesguimos até sonhar,
Abandonarem o inferno, tocaremos o ar,
E então, viveremos com nosso passado,
Toleraremos os corpos ao nosso lado.
We don't wanna fight anymore,
We keeping losing in our on lore,
We don't pick that life,
But, tha war burn inside.

Every second is paiinfull,
Turn us in a band of fold,
We give up after everyday,
Lose our feith when we pray.

We lose our body,
Lost in ours story,
We can't sleep in the night,
Prisioners of our light.

We don't have desilusion about freedon,
we just don't want live for a nation
We are tired to be our son,
We want our own cause to stand for.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Meu sonho sempre fora ascender ao Olimpo,
Eternizar meu nome no infinito,
Nasci querendo segurar o universo,
Resumir a existência em um verso.
Ter cada rima fixada no futuro,
Ter meu rosto pichado em cada muro.

E então, você me apareceu,
Me tornou em um simples ateu,
Me fez desejar ser um humano,
Me fez desejar der um plano,
Eu quis me tornar um mundano.

Abandonei toda a eternidade,



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Vocês foram abandonados pelo destino,
Mas, ainda sim, agarraram à um hino,
Foram postos no último plano da história,
Mas, insistiram e conquistaram vitória.

Vocês foram abandonados ao relento,
Mas, lutaram e dsafiaram até mesmo o tempo,
Distorceram a realidade,
Quebraram o silêncio e trouxeram alarde,
Conquistaram o mundo, mesmo sem recursos,
Tendo apenas o sangue que corria nos pulsos,

Vocês estavam no mais baixo dos planos,
Onde foram esquecidos pelos mundanos,
Nasceram presos em um labirinto,
Tudo que tinham era o instinto,
Mesmo quando tudo estavam contra vocês
Se levantaram, lutaram ate se tornarem reis,

Vocês conseguiram achar uma saída,
Alquimistas que transmutaram a própria vida,
Foram a esperança dos pobres coitados,
Venceram como se não carregassem fardos.
Quando ascenderam, se mostraram gigantes,
Se tornaram a referência dos iniciantes.

O futuro lembrará de como construíram asas,
Gerações se inspirarão por suas fardas,
Hoje, todo sonho virou pó,
Se perdem com os Guerreiros de Chapecó.


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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Me perdia na solidão dos poetas,
Na imensidão de todas minhas metas,
Era eu um fruto do niilismo,
Definido pelo sufixo ismo.
Usava uma fantasia de cético,
Mas, era apenas um sádico,

Criava um mundo solitário, e me divertia,
Fiz da realidade minha prórpia fantasia,
Um imigrante que não olhava os seus,
Um demônio que não sonhava com os céus.
Eu evitava mergulhar no inferno,
Recusava vestir o meu terno.
Lutei e recusei meu posto,
Fugi do meu próprio rosto.

Mas, agora, estou em meu caminho,
Voltei ao meu ninho,
Em minhas mãos está minha coroa,
Enquanto vejo o mundo pela proa,
Olho pra trás e vejo a destruição,
O fogo que consome uma nação,
As sequelas de minha proteção,
A minha última tentativa de ser são.