Uma vez, ouvi crônicas sobre um rei,
Um ser que se tornou a própria lei,
Um plebeu que se tornou exemplo,
Alguém que viveu sobre o relento.
Ele sabia viver sem nada,
Inspirava sem precisar de farda,
Teve uma vida marcada de certezas,
Fora sempre rico, mesmo fora da nobreza.
Ele podia citar cada pequena regra,
Sabia colocar cada rédea,
Logo se tornou o juri de cada charlatão,
Mostrava ao seu povo que arriscar era em vão.
Era o exemplo de todos os fracassados,
De todos os incapazes de tomarem lados,
Sua simplicidade encantava os preguiçosos,
Àqueles que não queriam fazer esforços,
Aos que tinham preguiça de pensar,
Aos que apenas queriam ficar em seu lar.
Logo, se tornou o pesadelo dos vagabundos,
Afinal, ele nasceu na merda, mas, nunca foi imundo.
Sua imagem ascendeu sobre os deuses,
Sua glória denominava os meses.
Conquistou o reino com trabalho duro,
Com suas próprias mãos, até construiu um muro,
Isolou seu povo do mundo primitivo,
Fez questão de reescrever cada livro.
E assim, um império caiu.
De repente, já não havia mais politica vil.
Um trabalhador trouxe a verdadeira paz,
E agora, na memória da plebe, uma canção jaz:
"Óh, todos salvem ao anjo caído,
Àquele que veio nos dar um futuro nítido,
Por nós, abdicou seu trono no paraíso,
Graças a ele, morremos com um sorriso."
segunda-feira, 25 de julho de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Futuro, passado e presente se unem,
Realidades inteiras, de repente, ruem,
Um universo pessoal é criado,
Um colapso que destrói tudo ao nosso lado.
E então, cada segundo se despedaça,
Viramos protagonista de uma farsa,
Nesse lugar nós somos universais,
Aqui nossos pensamentos são formais.
Viramos o centro do universo,
Tudo além de nós fica imerso,
Uma vida inteira em nosso olhar,
Somos parte de cada raio solar.
Milhões de anos se passam por dia,
Porém, não temos porque temer a entropia,
Afinal, no nosso plano não existe tempo,
Sem leis da física, em nosso próprio momento.
Quando sairmos, não conheceremos o mundo,
Só saberemos que nada jamais será tão profundo,
Seremos astronautas buscando um novo planeta,
Um povo cujo o lar foi condenado por algum cometa,
Estaremos desacostumados com a gravidade,
Seremos estrangeiros na realidade.
Nunca mais veremos a vida da mesma maneira,
Tudo além de nós estará fadado à poeira,
Afinal, vivenciamos todo o cosmos,
Tivemos a eternidade para transformar o que somos.
Vivemos cada uma de nossas vidas paralelas,
Vimos a nossa existências em diferentes Terras.
E em cada uma delas, sempre terminávamos juntos,
O simples encontro de nossa olhar desdobra mundos.
Por isso, voltar será uma tortura,
Nada mais estará a nossa altura,
O comum será apenas escuridão,
Para nós, não bastará ser parte da criação.
Realidades inteiras, de repente, ruem,
Um universo pessoal é criado,
Um colapso que destrói tudo ao nosso lado.
E então, cada segundo se despedaça,
Viramos protagonista de uma farsa,
Nesse lugar nós somos universais,
Aqui nossos pensamentos são formais.
Viramos o centro do universo,
Tudo além de nós fica imerso,
Uma vida inteira em nosso olhar,
Somos parte de cada raio solar.
Milhões de anos se passam por dia,
Porém, não temos porque temer a entropia,
Afinal, no nosso plano não existe tempo,
Sem leis da física, em nosso próprio momento.
Quando sairmos, não conheceremos o mundo,
Só saberemos que nada jamais será tão profundo,
Seremos astronautas buscando um novo planeta,
Um povo cujo o lar foi condenado por algum cometa,
Estaremos desacostumados com a gravidade,
Seremos estrangeiros na realidade.
Nunca mais veremos a vida da mesma maneira,
Tudo além de nós estará fadado à poeira,
Afinal, vivenciamos todo o cosmos,
Tivemos a eternidade para transformar o que somos.
Vivemos cada uma de nossas vidas paralelas,
Vimos a nossa existências em diferentes Terras.
E em cada uma delas, sempre terminávamos juntos,
O simples encontro de nossa olhar desdobra mundos.
Por isso, voltar será uma tortura,
Nada mais estará a nossa altura,
O comum será apenas escuridão,
Para nós, não bastará ser parte da criação.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Nasci e cresci infeliz,
vivi e morri, sempre por um triz.
Sorri e fingi, até mesmo no enterro.
Fiz e quis, evitando cada erro.
Mas, aqui estou, um triste fim,
Com rimas referentes apenas a mim,
"Aqui jaz um príncipe" está no caixão,
Um figura real, fadada solidão.
Minha calma diante a morte assusta,
Revejo uma história sem qualquer luta,
Sequer tive algum sonho outrora,
Pra mim não há antes, depois ou agora.
A dor talvez fosse melhor que o nada,
Como pode o nulo pesar essa tonelada?
A falta de pecados me trouxe ao inferno,
Um terrível tormento interno.
É irônico, pois até mesmo na morte,
Ajo como tivesse sorte,
Me forço a estar contente,
A felicidade é uma obrigação em minha mente.
vivi e morri, sempre por um triz.
Sorri e fingi, até mesmo no enterro.
Fiz e quis, evitando cada erro.
Mas, aqui estou, um triste fim,
Com rimas referentes apenas a mim,
"Aqui jaz um príncipe" está no caixão,
Um figura real, fadada solidão.
Minha calma diante a morte assusta,
Revejo uma história sem qualquer luta,
Sequer tive algum sonho outrora,
Pra mim não há antes, depois ou agora.
A dor talvez fosse melhor que o nada,
Como pode o nulo pesar essa tonelada?
A falta de pecados me trouxe ao inferno,
Um terrível tormento interno.
É irônico, pois até mesmo na morte,
Ajo como tivesse sorte,
Me forço a estar contente,
A felicidade é uma obrigação em minha mente.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Essa dedico aos que não podem comemorar,
Que tentam, mas, ainda não chegaram lá.
Aos que buscam transcender a forma de homem,
Àqueles que se recusam viver com fome.
Seres que vagam entre dois planos,
Se aquecem ficando em baixo de panos,
O corpo é incapaz de produzir calor,
Todos já se afastaram diante o odor.
Cujo os corações já não batem,
Mas, as mentes também não partem,
Torturam seus corpos com a vida,
Deixam a morte menos nítida.
Por fim, ainda vivem e sentem,
Mas, já não querem ir em frente,
Distante de qualquer camada do paraíso,
Afundados em uma tonelada de lixo.
Para nós, eles são apenas gritos,
Desafinam enquanto esperam pelos mitos,
Desde cedo são íntimos da morte,
A única variável era a sorte,
Hoje, decompõem sobre o chão,
Ou quando muito, lamentam sobre o colchão.
Que tentam, mas, ainda não chegaram lá.
Aos que buscam transcender a forma de homem,
Àqueles que se recusam viver com fome.
Seres que vagam entre dois planos,
Se aquecem ficando em baixo de panos,
O corpo é incapaz de produzir calor,
Todos já se afastaram diante o odor.
Cujo os corações já não batem,
Mas, as mentes também não partem,
Torturam seus corpos com a vida,
Deixam a morte menos nítida.
Por fim, ainda vivem e sentem,
Mas, já não querem ir em frente,
Distante de qualquer camada do paraíso,
Afundados em uma tonelada de lixo.
Para nós, eles são apenas gritos,
Desafinam enquanto esperam pelos mitos,
Desde cedo são íntimos da morte,
A única variável era a sorte,
Hoje, decompõem sobre o chão,
Ou quando muito, lamentam sobre o colchão.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Dedico uma hora a todos vocês,
Uma ajuda para os que esperam sua vez,
A chance que facilita toda a vida,
O atalho que encurtar toda a vinda,
Terás uma hora a menos para viver,
Nesse dia será ainda mais fácil não ser.
Estão uma hora mais próximos da morte,
Novas desculpas para sua falta de sorte.
Poderás ficar uma hora a mais em sua cama,
A noite atrasará devido ao sol e sua chama,
Aqui temos mais uma incrível desculpa,
Esse horário realmente atrasa sua luta.
Não se preocupe, ainda terás sua lua!
Sua autopiedade não será afetada,
O novo tempo te permitirá ser um nada.
Sou uma anomalia temporal,
Mesmo sendo um paradoxo,
Aceitei viver sem propósito,
Me tornando parte do que viria,
Me tornando apenas mais uma cria.
Acreditei que esse tempo era meu lar,
Simplesmente resolvi não lutar,
Segui o rumo dessa dimensão,
Me tornei um homem são.
Ou, assim pensava, até ver a tentação,
Ser pego por aquilo que pode ser ilusão,
Ver algo que me diz que ainda há salvação,
Que me dá a esperança de não viver em vão,
Que me convence que ainda há ação...
Volto a ficar inconformado,
Exploro todo e qualquer lado,
Agora, fecho meus olhos e lá está você,
Seu simples olhar mudou minha concepção de ser.
Uma existência além do normal,
Vivendo em um mundo ultrapassado,
Preso vendo as feridas do passado.
Até então, nada mudava o futuro,
Sequer algo rachava seu muro.
A vida continuava bipolar,
Ninguém sairia de seu lugar.
Mesmo sendo um paradoxo,
Aceitei viver sem propósito,
Me tornando parte do que viria,
Me tornando apenas mais uma cria.
Acreditei que esse tempo era meu lar,
Simplesmente resolvi não lutar,
Segui o rumo dessa dimensão,
Me tornei um homem são.
Ou, assim pensava, até ver a tentação,
Ser pego por aquilo que pode ser ilusão,
Ver algo que me diz que ainda há salvação,
Que me dá a esperança de não viver em vão,
Que me convence que ainda há ação...
Volto a ficar inconformado,
Exploro todo e qualquer lado,
Agora, fecho meus olhos e lá está você,
Seu simples olhar mudou minha concepção de ser.
domingo, 21 de junho de 2015
Lágrimas caiem a cada passo não dado,
Um mundo morre quando buscam o alvo,
A precisão no arremesso limita o dardo,
E a cada certeza, deixamos o mundo mais calvo.
Gastam todo o tempo processando informação,
Somando os sonhos que não se realizarão,
Querendo a certeza absoluta antes da ação,
Enquanto vidas se vão, em vão.
Esperam menos complexidades nas rimas,
Ignoram tantas contradições em suas sinas
Sincronizam seus diferentes climas,
E caminham por cima de todas essas minas..
Não se preocupem, há alguém olhando o futuro,
Continuem a procura do êxtase mais puro,
A busca para não escutar seus próprios urros.
Um mundo morre quando buscam o alvo,
A precisão no arremesso limita o dardo,
E a cada certeza, deixamos o mundo mais calvo.
Gastam todo o tempo processando informação,
Somando os sonhos que não se realizarão,
Querendo a certeza absoluta antes da ação,
Enquanto vidas se vão, em vão.
Esperam menos complexidades nas rimas,
Ignoram tantas contradições em suas sinas
Sincronizam seus diferentes climas,
E caminham por cima de todas essas minas..
Não se preocupem, há alguém olhando o futuro,
Continuem a procura do êxtase mais puro,
A busca para não escutar seus próprios urros.
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