Caminhei observando sequelas de um mundo morto,
Por uma trilha que outrora seria cemitério de meu corpo,
Abandonei o fardo de ser um dos únicos a andar,
Mas, hoje, incorporo a luz do sol e venho iluminar meu lar
Hoje vejo que nunca tive opção
O mundo sempre esteve em minha mão
Tentei me isolar após presenciar o horror
Tentei guardar o que não foi consumido pela dor,
Porém, hoje senti o sol me chamar
Meu pulmão queimando, pedindo por ar
Minha alma me punindo pelo silêncio,
De tanto parado, virei parte do cimento,
A voz do fracasso impregnada na cabeça,
Apenas o sangue continuara em minha mesa,
Esqueci a esperança que me levou ao céu,
O sonho que me fez ser além de mais um réu,
Esqueci do quanto a natureza me guiara,
Como o verde existia antes desse enorme Saara,
Como era tudo isso quando possuía cor,
Como era possível viver sem se decompor,
Quando a minha gente ainda acreditava na liberdade,
Não se prendiam à alguma cidade,
Quando não precisávamos usar máscaras,
Quando não possuíamos castras,
Mas, talvez, o mundo nunca tenha mudado,
Talvez minhas inúmeras palavras que se tornaram um fardo,
Em algum ponto meu olhar perdeu o brilho,
Passei a recusar que desse mundo eu era um filho,
Mas, nasci na poeira criado pela história,
Mais um que teria que se contentar em ter a vida na memória,
Mas, hoje não busco mais a perfeição,
Apenas levanto e me torno a bandeira da minha nação.
Logo no meu inicio, aceitei esse destino,
Agora, é impossível viver com o mínimo.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Em alguns momentos chego a acreditar que o fracasso é uma opção,
Sendo inocente me questiono com o "E se não?"
Esqueço que isso tudo é um jogo,
Apostas que fiz no inferno, enquanto me alimentava do fogo.
Deixo a voz dos mortos me abater,
Esqueço que ninguém aqui teve capacidade para viver,
Apenas eu tive a coragem de apostar com a morte,
Deixando meu destino sob a mistura de habilidade e sorte,
O dia que decidi que a vida não teria uma garantia,
O dia que fui até o abismo, alimentar minha cria,
Quando iluminei olhos desacreditados,
Mostrei que até para o mais sem sorte sempre existirá o rolar de dados,
Fiz dos abandonados por um deus meus seguidores,
Seres que, em terras inférteis conseguiam apenas plantar dores,
Inevitavelmente muitas continuaram a lamentar,
Mas, todos merecem a oportunidade de minha voz, a estrada para outra lugar.
Então, simplesmente olhe para aquele por aqui caminha,
Grave na sua mente a imagem daquele que escolheu cortar a linha.
Aquele que veio e ignorou a voz do imperador,
Aquele que em vez de se queimar, fez com que o fogo lhe chamasse de senhor,
Aqui olho nos confins das mentes,
Mostro que não há crime no que todos sentem,
Sendo inocente me questiono com o "E se não?"
Esqueço que isso tudo é um jogo,
Apostas que fiz no inferno, enquanto me alimentava do fogo.
Deixo a voz dos mortos me abater,
Esqueço que ninguém aqui teve capacidade para viver,
Apenas eu tive a coragem de apostar com a morte,
Deixando meu destino sob a mistura de habilidade e sorte,
O dia que decidi que a vida não teria uma garantia,
O dia que fui até o abismo, alimentar minha cria,
Quando iluminei olhos desacreditados,
Mostrei que até para o mais sem sorte sempre existirá o rolar de dados,
Fiz dos abandonados por um deus meus seguidores,
Seres que, em terras inférteis conseguiam apenas plantar dores,
Inevitavelmente muitas continuaram a lamentar,
Mas, todos merecem a oportunidade de minha voz, a estrada para outra lugar.
Então, simplesmente olhe para aquele por aqui caminha,
Grave na sua mente a imagem daquele que escolheu cortar a linha.
Aquele que veio e ignorou a voz do imperador,
Aquele que em vez de se queimar, fez com que o fogo lhe chamasse de senhor,
Aqui olho nos confins das mentes,
Mostro que não há crime no que todos sentem,
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
"Nossa vontade é suficiente para moldar uma explosão?
Nascerá uma estrela para guiar nossa nação?"
Nesse verso retrato a teoria cientifica do big ben, fazendo junto a isso uma analogia a revolução em geral, propondo que para conseguir um avanço radical, igual todos sonhamos, precisamos querer recriar nossas vidas
Temos poder para moldar outro universo?
Será que nós, meros seres, podemos tomar poder de deuses e tentar criar nossos universos, igual citado anteriormente, podemos fazer o futuro nós mesmos, sem esperar por um destino?
Há espaço para reescrever nossas vidas no verso?
Em uma realidade completamente nova, poderia haver espaço para que conseguíssemos tentar refazer nossa história, seria possível remodelar nossas memorias, simplesmente virando a folha e rescrevendo a historia já considerada certa por muitos?
Me pergunto se podemos ir além do passado,
Se haverá distorção do tempo espaço,
Se poderemos vencer facilmente a distancia,
E o impossível não será sonhos de infância.
Ao moldar esse novo universo, seria possível perder nossas noções de espaço-tempo e simplesmente ignorar dores, distancia, passado e futuro? Para aqueles que conseguem fazer uma vida a parte, ir além do que foi imposto, seria possível sonhar através de países, estados ou galáxias? Se, por fim, isso fosse possível, vencer fronteiras, talvez ninguém considerasse mais sonhos "impossíveis" como parte da infância, mas sim, o improvavel que faz com que os cálculos se realizem.
Novas leis que mudem nossos estados,
Novas oportunidades no rodar de dados,
A cada jogada, remodelar a realidade
Seria possível viver e fazer um mundo onde tudo poderia ser completamente diferente? Sejam esses nossos estados emocionais ou até mesmo físicos, tornando possível viajar além do material, mesmo que com a mente, e ao mesmo tempo, tendo a capacidade de ver tudo mudar, jogar com a vida, ver a oportunidade do erro, mas, mesmo assim, encarar os desafios. Nesse universo criado pela vontade, seria possível arriscar tudo considerado real em uma única jogada? Desafiar até mesmo deuses na tentativa de surpreender a si mesmo, pelo sonho de criar.
A recriação poderá depender de nossa vontade?
Nossas palavras podem criar um novo universo?
Nascerá uma estrela para guiar nossa nação?"
Nesse verso retrato a teoria cientifica do big ben, fazendo junto a isso uma analogia a revolução em geral, propondo que para conseguir um avanço radical, igual todos sonhamos, precisamos querer recriar nossas vidas
Temos poder para moldar outro universo?
Será que nós, meros seres, podemos tomar poder de deuses e tentar criar nossos universos, igual citado anteriormente, podemos fazer o futuro nós mesmos, sem esperar por um destino?
Há espaço para reescrever nossas vidas no verso?
Em uma realidade completamente nova, poderia haver espaço para que conseguíssemos tentar refazer nossa história, seria possível remodelar nossas memorias, simplesmente virando a folha e rescrevendo a historia já considerada certa por muitos?
Me pergunto se podemos ir além do passado,
Se haverá distorção do tempo espaço,
Se poderemos vencer facilmente a distancia,
E o impossível não será sonhos de infância.
Ao moldar esse novo universo, seria possível perder nossas noções de espaço-tempo e simplesmente ignorar dores, distancia, passado e futuro? Para aqueles que conseguem fazer uma vida a parte, ir além do que foi imposto, seria possível sonhar através de países, estados ou galáxias? Se, por fim, isso fosse possível, vencer fronteiras, talvez ninguém considerasse mais sonhos "impossíveis" como parte da infância, mas sim, o improvavel que faz com que os cálculos se realizem.
Novas leis que mudem nossos estados,
Novas oportunidades no rodar de dados,
A cada jogada, remodelar a realidade
Seria possível viver e fazer um mundo onde tudo poderia ser completamente diferente? Sejam esses nossos estados emocionais ou até mesmo físicos, tornando possível viajar além do material, mesmo que com a mente, e ao mesmo tempo, tendo a capacidade de ver tudo mudar, jogar com a vida, ver a oportunidade do erro, mas, mesmo assim, encarar os desafios. Nesse universo criado pela vontade, seria possível arriscar tudo considerado real em uma única jogada? Desafiar até mesmo deuses na tentativa de surpreender a si mesmo, pelo sonho de criar.
A recriação poderá depender de nossa vontade?
Nossas palavras podem criar um novo universo?
Valeria viver mesmo sem ter significados concretos?
Por fim, voltamos ao começo, tudo isso dependeria apenas de nossas vontades? Falar e gritar poderia fazer com que nossas vidas saísse do comum? Criar possibilidades que outrora vinham acompanhadas com o "Im"? E mesmo quando realizadas, valeria a pena viver com liberdade poética para toda palavra o ação,em um mundo mental onde fosse possível viver e descrever a vida por si só? Valeria olhar o mundo pelos seus olhos e não mais por significados prontos?
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Alguns diriam que é apenas uma enorme obsessão,
Talvez culpa por perder tudo que estava em minha mão,
Rimas que visam apenas o impossível,
mas, me sinto sendo apenas um civil,
ser preso no meio de um conflito,
Sentimentos que colocam minhas vida em risco.
Uma situação que desde sempre fora normal,
mas fiz dela uma guerra espiritual,
mas, o sentimento continua a apertar,
Talvez culpa por perder tudo que estava em minha mão,
Rimas que visam apenas o impossível,
mas, me sinto sendo apenas um civil,
ser preso no meio de um conflito,
Sentimentos que colocam minhas vida em risco.
Uma situação que desde sempre fora normal,
mas fiz dela uma guerra espiritual,
mas, o sentimento continua a apertar,
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Oloko
A cada pensamento refaço uma lei,
Cada passo reescrevo o que já sei,
Me fazendo viver em eterna ignorância,
Aumentando cada vez mais essa minha ânsia,
Incentivando os sonhos mais distantes,
Sussurrando frases impactantes
Alimentando desejos já levados,
Trazendo ventos que sempre causam estragos.
Um mundo que se renova a cada olhar,
Uma casa que não é o suficiente para ser chamada de lar,
A vontade de reescrever textos certos,
A distancia que sempre nos mantem perto
que nos fazem acreditar que tudo é possível,
A crença que conquistaremos o invisível.
Uma tentadora voz que faz acreditar,
Que há algo além de todo esse mar.
A tentação de acreditar em um futuro,
A esperança que abre buracos no meio desse muro.
Quando a memorias ameaçar esquecer,
Surge há insistência que há como viver,
Quando adotamos uma certeza,
Vem a tentação de nossa natureza.
A crise que abre buracos em nossa realidade,
A incerteza que faz com que não haja verdade.
Momento cruel que destrói heranças,
Instante que faz o mais forte ser uma criança.
Porem, é apenas mais um pani em nosso sistema,
A voz do diabo tentando tornar a criação menos plena.
Cada passo reescrevo o que já sei,
Me fazendo viver em eterna ignorância,
Aumentando cada vez mais essa minha ânsia,
Incentivando os sonhos mais distantes,
Sussurrando frases impactantes
Alimentando desejos já levados,
Trazendo ventos que sempre causam estragos.
Um mundo que se renova a cada olhar,
Uma casa que não é o suficiente para ser chamada de lar,
A vontade de reescrever textos certos,
A distancia que sempre nos mantem perto
que nos fazem acreditar que tudo é possível,
A crença que conquistaremos o invisível.
Uma tentadora voz que faz acreditar,
Que há algo além de todo esse mar.
A tentação de acreditar em um futuro,
A esperança que abre buracos no meio desse muro.
Quando a memorias ameaçar esquecer,
Surge há insistência que há como viver,
Quando adotamos uma certeza,
Vem a tentação de nossa natureza.
A crise que abre buracos em nossa realidade,
A incerteza que faz com que não haja verdade.
Momento cruel que destrói heranças,
Instante que faz o mais forte ser uma criança.
Porem, é apenas mais um pani em nosso sistema,
A voz do diabo tentando tornar a criação menos plena.
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